Este ano o White Stripes comemora dez anos de lançamento do
disco Elephant, um clássico do rock moderno. É claro que Jack White não deixaria
passar a data em branco. Em março ele anunciou que vai relançar o Elephant em
formato de vinil duplo. E adivinha quais cores os vinis vão ter? Branco e
vermelho, é claro. De quebra os discos virão acompanhados de um cartão para
converter as faixas em MP3.
Se já estava bom, agora ficou melhor. Prepare o seu bolso,
porque o Sr. White revelou que além da reedição de Elephant a sua gravadora, Third
Man Records, vai lançar um disco ao vivo. Também em formato duplo e nas cores
branco e vermelho, “Nine Miles From The White City” é o resultado de uma
apresentação da dupla em Chicago, em 2003, no Aragon Ballroom. O disco contará
com canções do álbum aniversariante e com covers de músicas do Bob Dylan,
Robert Johnson e Captain Beefheart.
Não seria nada mau se rolasse uma reunião de Jack e Meg
White para esse aniversário né!
Aqueles que ainda têm o hábito de comprar CD ou vinil acabam se esquecendo que, além da música do artista ou banda preferida, há também toda a arte do design da capa do disco, elaborado por algum ser, talvez desconhecido... Por isso, o prêmio Art Vinyl 2009, já em sua quinta edição, selecionou as 50 melhores capas de disco de vinil do ano passado. A votação foi feita pela internet e o primeiro lugar ficou para o álbum The Resistance, para os britânicos do Muse.
As capas premiadas ganharam uma versão painel em uma exposição na galeria Art Vinyl, na loja de departamentos Selfridges, centro de Londres.
Você pode conferir a lista dos 50 colocados no site oficial. Mas pra facilitar o processo, você fica sabendo aqui os 10 primeiros lugares:
1º lugar: Muse - The Resistance
2º lugar: Manic Street Preachers - Journal For Plague Lovers
3º lugar: Karin Dreijer Andresson - Fever Ray
4º lugar: Massive Attack - Splitting the Atom
5º lugar: Green Day - 21st Century Breakdown
6º lugar: Pet Shop Boys - Yes
7º lugar: White Lies - To lose my life
8º lugar: Editors - In this light and on this evening
Gabriel Thomaz, um dos grandes nomes do rock nacional, é cantor, guitarrista e compositor da banda carioca Autoramas. Além disso, é um apreciador de vinis, dono do selo Gravadora Discos, já produziu o "Ruído Festival", participou de projetos musicais paralelos e como dj dispensa apresentações. Seus sets mescla rock de todo o mundo, do Brasil ao Japão, incluindo o americano e o britânico. E neste sábado, Gabriel faz parte do time escalado de djs para discotecar na festa MY GENERATION! ao lado de Trista e Nudja. Glam, mod, punk, pós-punk, new-wave e dance-rock ditam o som da noite, que começas às 23h.
AUTORAMAS > Fundada em 1997, o trio formado por Gabriel Thomaz, Flávia Couri e Bacalhau, intitulou seu som como "rock para dançar", que mistura a surf music com influências no punk rock, new have e a jovem guarda. Atualmente faz shows pra divulgar seu cd acústico, produzido pela MTV.
I (L) Vinis...
O cheiro da embalagem quadrada que lembra uma data aproximadamente de mil novescentos e bolinha, a bolacha redonda, geralmente na cor preta e o momento único e nostálgico de alisar as linhas giratórias do vinil e colocá-lo para ouvir numa qualidade de som não muito boa fazem parte de um ritual que ainda tocam os corações mais românticos da música.
Lojas especializadas em vinis e selos são alguns exemplos que mantém viva a paixão que consome muitos apreciadores. A Gravadora Discos, de Gabriel Tomaz, é um selo que já produziu vinis de cantores como BNegão, Daniel Belleza e os Corações em Fúria, Móveis Coloniais de Acaju e do próprio Autoramas.
Pra quem não sabe, seloé uma espécie de gravadora de menor porte e que há maior contato direto com o artista. E são responsáveis por baratear em até 70% o custo de produção, tornando então mais acessível, financeiramente, aos consumidores. Bandas independentes procuram cada vez mais essas "mini gravadoras", mesmo que não há tanta exploração na mídia e o típico "jabá" nas rádios. Grandes nomes da música brasileira, que também procuram cada vez mais serem independentes, fazem parte também dessa ideia, como Maria Rita, Caetano Veloso e Ana Carolina.
Você Sente falta do velho vinil? A empresa Polysom, a única fábrica de vinil do Brasil, localizada no RJ, voltará à ativa. Mas será que em uma época tão digital no Brasil, o vinil vingará?! No exterior o vinil faz sucesso até hoje, principalmente com bandas alternativas. Exemplo fácil é o Iguan White, monobanda do interior de Minas Gerais que teve um Ep de 7” lançado pela Squoodge Records, da Áustria. Para ele, a volta da fabricação de vinis no Brasil será um sucesso. “Acho que vai render mais do que todos esperam, os donos da Polysom vão faturar muito”, completa Iguan White. O Ep chegou até o interior mineiro e também se espalhou pela Europa.
O novo dono da Polysom promete tentar fazer um preço duas vezes e meia menor do que no exterior. Se vai fazer o mesmo sucesso que os produtos digitais, isso eu não sei, mas que vai ser bonito ver discos clássicos sendo relançados em vinil, ah, isso vai!
Falando em vinil, lembrei que a maior coleção de vinis está à venda. O dono dessa raridade é o norte-americano Paul Mawhinney. Ele é dono de mais de 3 milhões de discos e mais de 300.000 compactos. Quer saber mais sobre a história desse fanático por vinil? Veja o documentário The Archive, onde o diretor Sean Dunne conta a triste história da venda dessa coleção de mais de 50 anos.